• Giovanna Oliveira

Não é porque você (tecnicamente) pode, que você deve.

A automação dos anúncios revolucionou o marketing. Em 1984, a AT&T comprou um pequeno anúncio do site HotWired.com e escreveu "Você já clicou aqui com seu mouse?".

26 anos depois, as ferramentas de marketing digital buscam cada vez mais escalonar as vendas.


Como já foi dito anteriormente, a personalização do atendimento é um dos grandes desafios a ser superado pelas empresas para que o consumidor tenha uma boa experiência e, claro, compre mais. Sabendo disso, o acesso a uma enorme base de dados com todo o histórico dos clientes e um algoritmo capaz de entender o comportamento e prever como eles vão interagir com seus anúncios é a solução mágica de tudo, não é?

Torne a sua experiência o mais humanizada possível | Foto: Quintin Gellar

Não, vamos com calma. Se você estivesse olhando uma vitrine de uma loja que não conhece e o vendedor, de maneira solícita, saísse e começasse a utilizar informações que você nunca compartilhou com ele para oferecer produtos, como você se sentiria?


O relatório "Consumer Pulse Survey" divulgado em 2019 pela Accenture trouxe o resultado de uma pesquisa com 8000 consumidores do Canadá, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Reino Unido e EUA.


A pesquisa concentrou-se em três áreas:

  1. Quais as experiências dos consumidores com propaganda digital?

  2. Quais as diretrizes que impulsionam as compras online?

  3. Quais os esforços de marketing eficientes com base em dados e quais os desafios?

A pesquisa revelou que para muitos consumidores que anúncios excessivamente automatizados não são eficazes e que aqueles que os algoritmos apresentavam nem sempre refletiam seus comportamentos de compra.

Em contrapartida, capturar e analisar dados são ótimas ferramentas para criar uma experiência mais holística com o consumidor, que está cada vez mais exigente sobre como as empresas tratam suas informações. A privacidade do cliente não deve ser violada jamais:

As segmentações são inúmeras: desde dispositivos até regiões, o administrador escolhe quem vê e de quais formas os anúncios são apresentados. A experiência começa no momento em que o consumidor bate o olho em um anúncio.

O uso de públicos semelhantes em seus anúncios mostrou ser uma ferramenta eficaz para trazer novos clientes. Através de dados obtidos através das interações dos usuários com redes sociais e de recursos que permitem elas registrar como eles interagem com os sites que anunciam nelas, segmentações de públicos são geradas e perfis de clientes construídos. A prática está em conformidade com as normas de uso e proteção de dados, mas não significa que ela seja eficaz ao garantir que os anúncios sejam apresentados para quem se interessa neles e nem que este usuário sente-se confortável com eles.


Uma prática recomendada é iniciar a experiência com anúncios onde a intenção de venda fique implícita. Criativos que utilizam imagens ou vídeos dos serviços e/ou produtos da sua empresa acompanhados de pequenos textos apresentando os seus valores possuem um grande potencial de canalizar leads qualificados para o seu site. Isso porque anúncios puramente "marketeiros" podem trazer usuários curiosos e não necessariamente interessados no seu produto. Além de proporcionar uma trajetória mais natural, isso pode reduzir os custos por resultado ou seu custo por aquisição (CA).


A mesma pesquisa revelou também que os clientes desejam uma experiência mais humanizada quando compram online. Traçando um paralelo, os anúncios exercem no ambiente digital a função de um vendedor em uma loja física. Com essa informação em mente, é possível construir uma estratégia que usufrua das automações sem literalmente assustar o seu cliente:

Você pode acessar o relatório completo da pesquisa aqui.

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