3 Perguntas: Sônia Mozer - Entrelaçando a História com o Presente e o Futuro.

Atualizado: Mar 8


Sônia Mozer | Fonte: Acervo Pessoal

A Professora bauruense Sônia Maria Mozer, que celebra em 2019 seus 72 anos, vem escrevendo sua história como educadora desde os 1956, enquanto ainda era aluna do Ensino Médio. Licenciada com Especialização em História e Estudos Sociais, já trabalhou em escolas públicas e privadas, como o Colégio Técnico Industrial "Prof. Isaac Portal Roldán", o CTI da Universidade Estadual Paulista, instituição qual também foi docente no curso de Jornalismo da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, a FAAC. Hoje, Sônia é professora dos alunos do Rembrandt COC, forte instituição local, que pauta sua grade curricular na excelência dentro e fora da sala de aula, prezando pelo contato humano de seus alunos com a comunidade de Bauru, promovendo Bingos Solidários em abrigos de idosos e atividades internas como a "Semana de Combate ao Bullying" - essa última que teve frutos visíveis para quem pode participar do I Sarau Rembrandt, de notável ambiente acolhedor ( e que pode ser conferido através do aftermovie do evento clicando aqui )


Colegas de Trabalho no COC Rembrandt | Fonte: Reprodução

"Isto significa que estou em sala de aulas há mais de 50 anos e esse trabalho ainda me encanta. Pelo contato com os jovens e pelo estudo de uma ciência tão rica como a História." - diz Sônia, que responde de maneira extremamente afetuosa a série de 3 Perguntas abaixo.

1. Você já viajou mais de 50 países. Quais são os paralelos que você faz entre suas viagens e a realidade de Bauru, pensando no momento político em que vivemos e o bem que podemos fazer uns para os outros? 



Sônia Mozer | Fonte: Acervo Pessoal

Estudar História é viajar no tempo. Esse estudo é um encanto que nunca acaba. Mas viajar no espaço é uma dádiva que não tem preço. Para um estudante de História viagens levam aos locais onde os processos históricos ocorreram. O bônus é que junto a isso o viajante conhece , outros povos e outras culturas. E é fascinante perceber ao conversar com um sueco, ou um vietnamita ou um jordaniano que somos irmãos em aspirações e problemas e o que nos aproxima é muito mais significativo que quaisquer diferenças.


Quando um chinês abre o celular para mostrar as fotos de seus netos ou uma marroquina te leva à sua humilde casa no alto dos Montes Atlas para tomar chá ou uma criança nepalesa te mostra o desenho que ela fez na escola, você percebe que fazemos parte de uma enorme família humana. Viajar se torna uma aprendizagem de respeito e fraternidade.

Nesse contexto, o atual momento político mundial preocupa porque parece intolerante e construtor de muros, em vez de pontes. Mas sou otimista, já aprendi que o avanço da humanidade não é linear, é feito de avanços e recuos. Vamos superar.


2. Qual a importância de conectar a vida dos seus alunos com realidades distintas? E qual a razão de promover isso?   


Uma das funções da escola é fazer a transição do privado para o público, ou seja ensinar a criança e o adolescente a conviver de maneira harmoniosa com o outro. Por isso tento aproximar meus alunos de pessoas com as quais eles não convivem muito no dia-a-dia: idosos que vivem em abrigos e crianças de creches públicas.

No Rembrandt COC, de Bauru, fazemos trabalho voluntário junto a esses dois segmentos. Pamella, uma das coordenadoras da escola, (que é uma pessoa incrível) lidera o trabalho numa creche e eu, num abrigo de idosos. Fazemos isso há mais de cinco anos e tenho grande alegria em acompanhar esses jovens (entre 14 e 17 anos) em seu trabalho solidário e afetuoso. Um testemunho repetido muitas vezes é que eles saem da atividade melhores do que entraram, uma prova de que quando ajudamos ao outro, ganhamos mais do que doamos. Desde o ano passado transformamos essas atividades em disciplinas eletivas porque a escola entende que esse aprendizado é uma parte importante da formação dos alunos.


Alunos do COC Rembrandt em Trabalho Voluntário na Vila Vicentina | Fonte: Reprodução

3. Qual é o seu legado para os alunos que passam pela sua vida?


Não sei se deixarei um legado. Mas tento fazer duas coisas na minha profissão: Ensinar História para ajudar o aluno a estabelecer sua identidade e entender como o presente foi criado e as possibilidades de transformá-lo; e finalmente, ajudar meus alunos a olhar o outro, com um olhar respeitoso e solidário.

Sônia Mozer é autora da coletânea "Descobrindo A História" - acompanhada por Vera Telles, com série publicada pela Editora Ática. E também, estrela do episódio de "Fazendo Social", quadro do Social Bauru, escoltada pelo jornalista Vinícius Fernandes.



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