• Giovanna Akkari

3 Perguntas: Jacqueline Rodrigues - Representatividade Negra no Empreendedorismo


Jacqueline Rodrigues | Fonte: Acervo Pessoal

30 anos, bauruense, filha de Djairo Alves dos Santos, Andrea Aparecida Rodrigues e namorada do Luis Fernando, desde sua infância, Jacqueline Rodrigues dos Santos, sempre se destacou por ser uma criança muito destemida e corajosa. Acredita que a separação dos seus pais tenha contribuído para isso e apesar de não ter sido uma tarefa fácil, dizia que era dona do seu destino, que era especial e tinha que fazer a diferença no mundo.


"Iniciei minha vida profissional aos 16 anos como vendedora de calçados em uma loja de acessórios esportivos de Bauru, mas também trabalhei como operadora de telemarketing, caixa de supermercado, auxiliar administrativo, assistente de loja, etc.. até que um dia fui muito abençoada por Deus e consegui entrar em uma das maiores multinacionais da cidade e do Brasil. Realização de um sonho? SIM! O primeiro de muitos que ainda estavam por vir. Uma lembrança muito boa que tenho.


Desde então, trabalhar se tornou um vício, parecia que quanto mais eu trabalhava, mais próxima dos meus sonhos eu ficava e foi isso que aconteceu, entrei para a faculdade, me formei no ano de 2013 em Administração de Empresas, onde me encontrei na profissão e descobri que administrar, gerenciar e planejar era a minha verdadeira vocação.

Em 2016, após prestar um concurso público, fui convocada pela Prefeitura Municipal de Bauru para assumir o cargo de agente de administração. Atualmente, trabalho na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda, nesses 3 anos de funcionalismo público tive a oportunidade de me capacitar, participar de programas de desenvolvimento profissional e pessoal, além de aprender muito todos os dias, pois é uma equipe muito engajada e especial. Capacitei-me como agente de desenvolvimento local e de atendimento pelo Sebrae e em Maio do ano passado recebi o convite para assumir o cargo de Diretora da Divisão de Fomento ao Empreendedorismo e Assuntos do Trabalho da Secretaria, onde além de dirigir programas e projetos voltadas ao fomento do empreendedorismo, empregabilidade, geração de emprego e renda, também lidero uma equipe de dez servidores.


Sinto-me totalmente realizada profissionalmente e trabalho com o que amo. Esse, sem dúvida, está sendo o maior desafio da minha vida.

Além disso, sou consultora Financeira Pessoal, Conselheira no Conselho Municipal da Comunidade Negra de Bauru e pós graduanda no curso de Gestão Estratégica de Pessoas da USC."


Praça da Cidadania, Sedecon | Fonte: Acervo Pessoal

1) Como é o processo de cadastramento do MEI atualmente? Como você avalia a evolução desse processo?


É muito simples, o interessado em se formalizar como Microempreendedor Individual deve procurar a Casa do Empreendedor, munido do seu RG, CPF, título de eleitor, comprovante de endereço e declaração de imposto de renda (se houver declarado nos últimos 2 anos) que o serviço é realizado de forma totalmente desburocratizada, gratuita e o CNPJ é emitido na hora.

Somos responsáveis ainda por operar o Sistema “Via Rápida Empresa”, que consiste na unificação dos órgãos Vigilância Sanitária, Secretaria de Meio Ambiente, Secretaria de Obras, Corpo de Bombeiros para a emissão de alvará e possuímos o posto de atendimento do Sebrae Aqui que traz um ganho muito grande em tempo para os empresários em relação a gestão do seu negócio.

Na Casa do Empreendedor em média 2.500 pessoas nos procuram mensalmente na intenção de se regularizar ou com interesse de empreender e atendemos na Rua Virgílio Malta, nº 17-06 no Jardim Estoril, sempre de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h.


Aline Fogolin, Tatiana Rodrigues, Jacqueline Rodrigues e Ariel Barca em evento | Fonte: Acervo Pessoal

2) Estamos na semana da consciência negra. Como você vê a apropriação do espaço de empreendedorismo por negros?


Sabemos que 50% dos donos de negócios são negros - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e embora se fale muito em meritocracia, o ecossistema empreendedor do Brasil é predominantemente embranquecido e por isso discutir as dificuldades do empreendedor negro é tão importante.

Iniciativas para mudar essa barreira tem sido de extrema importância para que outros negros tenham acesso ao empreendedorismo, pois a capacidade empreendedora não tem cor, gênero, nem classe social, porém está claro que o racismo e o preconceito ainda existem no Brasil.

Por outro lado, nos últimos anos, vem crescendo o número de ações afirmativas que qualificam e apoiam empreendimentos formados por minorias, como mulheres, negros, pessoas oriundas e comunidades de baixa renda e LGBTs. Estamos aos poucos ocupando nosso espaço, empreendendo em diversos setores e fortalecendo o ecossistema. Também temos empresas pretas que estimulam a representatividade negra nas organizações e têm como missão gerar oportunidades e desenvolvimento.


Sabemos que 50% dos donos de negócios são negros - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e embora se fale muito em meritocracia, o ecossistema empreendedor do Brasil é predominantemente embranquecido e por isso discutir as dificuldades do empreendedor negro é tão importante.

É muito gratificante acompanhar a evolução dos empreendedores, principalmente a financeira em meio ao cenário desestimulante, pois o racismo e suas perversidades são extremamente limitadores em diversos aspectos.

Queremos cada vez mais por meio das conexões e do acesso ao crédito gerar transformação social e diminuir a mortalidade dos pequenos negócios para que o grupo afro empreendedor possa superar certas dificuldades e alcançar os grandes setores empresariais. Promovendo assim a visibilidade de seus negócios, a democratização do acesso, enriquecendo o ecossistema e dando oportunidade para que haja o crescimento econômico de pessoas negras.


3) Como são em geral os projetos que passam por você e como você analisa o empreendedorismo em Bauru?

Os projetos que criamos na secretaria visa estimular o acesso ao crédito, o fomento ao empreendedorismo, a criação de vagas de emprego, o apoio à economia criativa e a geração de renda no município, além de garantirmos a execução da Lei Municipal 7238/2019 - Estatuto Municipal das Micro e Pequenas Empresas de Pequeno Porte.

Se falarmos apenas dos MEI’s, hoje são mais de 28 mil Mei’s ativos em Bauru (Fonte: Portal do empreendedor). Temos um comércio diversificado, atuante e presente nas feiras livres, nos centros comerciais, e estamos em constante inovação, a criação de startups, laboratórios e espaço de co-working estão crescendo. Bauru é uma cidade de oportunidades.


Jacqueline, Ariel e comissão do Empreenda Rápido Bauru | Fonte: Acervo Pessoal

Para entrar em contato com Jacqueline e poder conhecê-la um pouco mais, você pode entrar em contato pelo Facebook, Instagram ou LinkedIn!

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